É acabou 2021. Sigo viva, ainda questionando a mim. Questiono meu estilo, meu corpo, minha profissão, amigos, meus hobbies, questiono tudo. Mas não com um ódio sem fim mais.
Sou apenas o que consigo ser e na maior parte do tempo penso que só estou sobrevivendo e não vivendo, acho que é a sequela do covid 19 e a nova variante que bate a porta que me deixa este gosto amargo na boca. Adeus carnaval tão esperado de 2022. Olá incertezas constantes.
Este ano foi marcado por altos e baixos. Eu me apaixonei e desapaixonei várias vezes. Meu antigo rolinho de 2019 voltou e quebrou meu coração de novo, sendo um ótimo Ioiô 2.0, porém melhorado deixou claro seu desinteressante e me fez ver que devia seguir enfrente e esquecer ele. Obrigada.
Fui enganada, auto enganada, desisti de muita coisa, briguei com amigos que sempre protegi. Me libertei de amarras sociais que só eu via. Continuo na terapia, continuo no meu trabalho lindo, ainda amo ler, descobri meu estilo normie com conceito emo/rock. Ainda solteira, ainda meio sozinha, mas não sozinha o tempo todo. Tenho alunos, amigos, família, animais, até às senhorinhas nas filas para conversar. Não tenho amigos para fazer um clube do livro mas ainda não é a hora de desanimar quem sabe ano que vem?
Tô mais adulta, mas madura. Menos um gato assustado.
Descobri que amo livro de distopia mais que tudo, mas consigo ler autoajuda. Sou viciada em podcast criminal e livros criminais. Acabei uma pós e tô na metade da segunda.
E a vida segue... Espero conseguir seguir viva e não só sobrevivendo em breve.
Beijos Ari.