10 de jul. de 2018

Cadernos

Recentemente voltei a escrever minhas historias, contos loucos e até alguns infantis e escrevo tudo no caderno, também descobri que não ando bem, ando meio triste e diferente de quem eu era.

Já faz meio que um mês que procurei ajuda porque eu não conseguia para de chorar, aparentemente sem motivo ou pelo  menos era o que eu achava, agora estou atrás de melhorar, alguns dias são mais fáceis que outros. Porém estes dias me peguei olhando estes mesmo cadernos que tenho usado desde o começo do ano ou do final do ano passado e vejo que algumas páginas dele estão molhadas ou manchadas de lagrimas, outra estão escritas coisas sem nexo nenhum que nem consigo entender. Eu literalmente tenho uma página com frases aleatórias e outra com a palavra merda escrita de vários jeitos e tamanhos.

Porém não estou escrevendo isso aqui para falar de como está minha vida ou minha saúde mental, na real não quero falar sobre ela agora, prefiro deixar isso para as pessoas que eu preciso falar sobre. Vim aqui falar sobre como é engraçado o quanto nossos cadernos, diários, agendas, blocos de notas do computador, ... Falam sobre como a gente é, quem a gente é, e o que estamos passando.
Como simplesmente marcar um papel pode ter muito mais significado que a palavra falada, porque você certifica um sentimento, um pensamento, seu jeito e quem você é no papel.

As vezes o simples ato de fazer um risco num caderno me acalma mais, que mil exercícios de respiração, ou meditação guiada (que sendo sincera só me guia para mais choro).  To reaprendendo a fazer frases com sentindo e por o que sinto em texto já que não consigo falar sem chorar.
Para isso tenho um novo caderno, tão fofinho que tava na minha gaveta pedindo para ser usado.
Mas quase perdi o foco deste texto.
O foco aqui é falar escrevam, peguem o que gostem ou não e rabisquem no papel melhor que digitar, vai estar marcado e se um dia você precisar se analisar ou sentir falta de algo, vai estar escrito. É uma coisa que nos mulheres/meninas/pessoa que se identifica com o gênero feminino ou fluida, somos ensinadas a dar valor a um diário, a uma agenda de contas, ou/e de anotações, blocos de notas.
Assim como somos ensinadas a guardar cartinhas, bilhetes, bilhetinhos, cartinhas de amor, memorias como camisas assinadas ou fotos riscadas com o nome das pessoas, coisas que nenhum homem que eu conheço foi ensinado a fazer.

Somos ensinadas a tentar nos expressar de vários jeitos, e venho aqui agradecer. Agradecer por pelo menos saber me expressar ainda escrevendo, mesmo que seja um monte de coisa louca, ou que não faça sentido, ou ate mesmo pequenos desabafos ou diálogos imaginários de personagens que não existe é a coisa que neste ano me mante lucida,

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